poema 004

Comunhão

Hoje amanhã não chegou
para nos furtar com
o esquecimento da brevidade
a plenitude deste momento.
Também ontem ainda não partirá
deixando a mácula da saudade
para manchar nossos sorrisos.

Sejámos então um abraço
– neste instante entre atos –
estejámos como nós atados.

Às mãos dadas,
em volta do nosso olhar,
partilhemos bem mais que
pão e sangue, vinho e carne:
a simples e indivizível alegria
de sermos um no outro
como seríamos em nós mesmos.

E nesta ceia celebrando a vida
beijemos o Tempo o amado
e último beijo traidor.

Pois depois chega amanhã
e hoje já será ontem
e nunca mais.

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