poema 008

Eu sou o Mar.

Areia,
em conchas eu lhe trago o meu sussurro para que você ouça;
em garrafas eu lhe trago mensagens para que você leia;
e nos meus olhos, trago distantes ilhas naufragadas
para que você saiba que eu sou
o Mar.

Eu sou o Mar.
Sou eu quem destrói os falsos castelos que fazem de você,
porque a quero como você realmente é, Areia.

Eu sou o Mar e cada onda minha é um beijo em sua pele,
é um chamado para trazê-la ao meu íntimo, onde, submergida em mim,
você repousa, Areia.

Eu sou o Mar.
Eu sou azul. Eu espelho o céu, sou largo, vasto e profundo.
E seu corpo é meu leito, Areia.

Em noites de fúria e tempestade, eu me atiro contra o seu corpo brando, me jogo com violência na serenidade dos seus braços. Em você me espalho, me finco, me agarro e deslizo. E volto mais uma vez, Areia. Porque as espumas dos meus cabelos se enroscam em cada grão dos seus dedos e, no seu corpo permeável, o meu se afunda. E o nosso abraço tem a extensão do horizonte.

Uma resposta to “poema 008”

  1. Jorge Says:

    o poema foi escrito há uns dois anos atrás.

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