poema 010

As favelas,

anônimas ainda na ciência
– ignoradas dos sábios, conhecidas demais pelos tabaréus –
talvez um futuro gênero cauterium das leguminosas,
têm, nas folhas de células alongadas em vilosidades,
notáveis aprestos de condensação, absorção e
defesa.

Por um lado, a sua epiderme ao resfriar-se, à noite,
muito abaixo da temperatura do ar, provoca,
a despeito da secura deste,
breves precipitações de orvalho;

por outro, a mão, que a toca,
toca uma chapa incandescente
de ardência inaturável.

Uma resposta to “poema 010”

  1. Jorge Says:

    outro pastiche de “Os sertões”

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