poema 014

ao porvir

Aurora, prelúdio da morte.
Sinfonia luminosa queimando em minhas retinas
o horizonte.

Ascendendo ao céu, em silêncio,
anuncias ao mundo a concepção do fim.
Acendendo em mim o espírito imaculado
há muito dormente do som líquido do caos primordial.

Para o teu embrionário olho flamejante,
eu correrei, despindo o corpo das roupas,
da vergonha e da dor. Os pés nus
sobre o asfalto, a poeira, a grama, a mata,
a areia. E no mar, despindo o espírito dos músculos,
do sangue, nos nervos e dos ossos,
eu novamente serei o mito
e terei asas.

Atravessando-te a luz, uma vez mais
mover-me-ei sobre a face das águas.

3 Respostas to “poema 014”

  1. Jorge Says:

    Acho que isso já foi dito em algum(ns) lugar(es) de uma maneira mais bela. Sei lá…

  2. Urso Says:

    Acho que o importante é você ter dito…

  3. Jorge Says:

    sem dúvida. já dizia um poeta português cujo nome nunca me lembro “a literatura é a arte de roubar bons ladrões”. afinal, tudo já foi dito de um jeito ou de outro, não?

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