poema 017

manhã de silêncio

Há um pouco de você na solidão da hora íntima,
e em algumas palavras que eu escrevo sobre o branco.
Há um pouco de você no azulejo do banheiro
e na espuma de sabão sob a minha pele.
Há um pouco de você quando eu olho pela janela
e vejo a cidade e a luz que cai sobre os telhados.

Há também um pouco de você na mudeza do meu telefone,
nas caminhadas pelas ruas, em algumas coisas doces
e quando dói.

Há um pouco menos do que eu era nos ninhos em que você pousou.
Há um pouco menos do que eu sou enquanto escrevo.

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