poema 030

Ouça meu grito

Diga adeus ou não diga nada.
Você vai embora, eu sou a estrada.

Todo sinal vermelho
é um fruto proibido.

Renda e cacos de vidro.
Tecido meu vestido,
decido meu destino
na palma da contramão

Eu sou uma cigana elétrica

Encanto meu grito
enquanto meu grito
cantar meu suspiro.
A noite é um brilho
no fundo dos copos.
No fundo dos olhos,
a Lua em cada poste.
Sobre mim um holofote

E eu canto

Você vai embora, eu sou a estrada.
Um fruto proibido de cacos de vidros.
Eu sou uma cigana elétrica.
No fundo dos olhos, a noite.
No fundo dos copos, um brilho.
O destino na contramão.
Meu suspiro.
Eu sou uma cigana elétrica.
Ouça meu grito!
Ouça meu grito!

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