Archive for março \18\UTC 2010

poema 034

quinta-feira, março 18, 2010

Ela diz que me ama.

Ela diz que me ama.
Eu digo cama.
Eu digo mama.

De manhã ela me chama.
De tarde se apaixona.
De noite ela bichana.

Eu finjo que faço um samba.
E ela dança,
ela balança.

Com olhos de criança
e medo ela questiona:
“Você me ama?”

Eu finjo que faço um samba.
“Você me ama?”
Eu digo mama.
“Você me ama?”

Eu paro a nossa dança.

Ela diz que me ama.
Eu digo “hosana!”
Eu digo “hosana!”

poema 033

terça-feira, março 9, 2010

O poema deixou de existir diante dos meus olhos.

No concreto das paredes
ou na brancura de uma folha,
os sentidos perderam as palavras.

Na fadiga das pedras do caminho
ou da monotonia do trânsito
infinito entre um vazio e outro,
minhas retinas se desprenderam
desse eu que me habitava,
se diluindo em Poesia.