poema 033

O poema deixou de existir diante dos meus olhos.

No concreto das paredes
ou na brancura de uma folha,
os sentidos perderam as palavras.

Na fadiga das pedras do caminho
ou da monotonia do trânsito
infinito entre um vazio e outro,
minhas retinas se desprenderam
desse eu que me habitava,
se diluindo em Poesia.

2 Respostas to “poema 033”

  1. Urso Says:

    Acho que na maior parte das vezes eu não consigo expressar o quanto eu acho os seus poemas incríveis…

    As vezes uma dúvida me surge… além desse nosso amigo e desértico blog, vc chega a mostrar esses textos pra mais alguém ou tem pretensões futuras ou presentes em relação a eles?

  2. Jorge Says:

    Salvo raras exceções em que um verso ou outro acaba figurando em um bilhete ou é dado de presente a um ouvido companheiro, os poemas, por enquanto, estão apenas aqui para deleite exclusivo dos 3 ou 4 fiéis leitores desse blog e dos outros 7 aleatórios que semanalmente o Google me aqui.
    Mas depois que comecei a numerá-los e me surpreendi com as 3 dezenas de poemas que eu escrevi, comecei a esboçar um projeto de chegar até o número 50 e com isso tentar dominar o mundo…

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