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falta-me tempo para escrever. mas não dou garantia alguma de que, se tivesse tempo, escreveria mais — diria que escrever melhor seria uma questão impossível em qualquer tempo, mas me cansa a paciência expor uma humildade maquiada. ainda que não me orgulhe em nada, acho mesmo que escrevo melhor com o passar do tempo — desse mesmo que me falta. e talvez seja justamente porque me falta que escrevo assim: cada vez menos, no entanto, melhor. melhor que nada, devo dizer. os critérios para essa classificação qualitativa não chegam a ser duvidosos — são nulos (considerando que sejam). digo “melhor”, sem fazer comparações com quem escreveu antes, que escreverá depois e quem escreve agora. tampouco comparo o que faço com o que foi, será ou é feito por outro. com o tempo que passou e que perdi, perdi também a necessidade de me classificar entre outros enquanto escrevo. acredito que isso foi uma conquista e que a ela devo o melhor que escrevo agora. esse melhor que nada mais é senão uma forma de expor, no pouco tempo que me resta, os pedaços do caos que vou encontrando dia a dia.

Uma resposta to “.”

  1. Urso Says:

    o que foi esse? uma justificativa? crise literária?

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