poema 037

A casa

Tinha um portão verde
meio enferrujado — podrido.

O corredor curto,
sombreado e espremido,

emparelhava duas portas de madeira,
emperradas e tortas.

As paredes brancas,
caiadas com rachaduras, ondulavam

sob o zinco do telhado
gotejante nas chuvas.

Hoje, habita em mim
a casa
em que primeiro habitei
os sonhos.

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