Paulo Mendes Campos responde

Numa ida ao supermercado, tive a felicidade de encontrar Peter Pan, de James Barrie. O excepcional desse encontro é que foi com o livro e não com algum filme, desenho ou boneco fantasiado. Há alguns anos que venho procurando uma edição próxima ao original para saciar minha curiosidade. E essa (2004, Ediouro, R$9,99 no caixa do supermercado) tem cumprido bem seu papel. Ela foi traduzida e adaptada por Paulo Mendes Campos.

Curiosamente, dois ou três dias depois, encontrei Paulo Mendes Campos em outra ida, mas, dessa vez, ele estava numa entrevista concedida ao Pasquim (volume 1 da antologia, editora Desiderata ) em janeiro de 1970. O que me chamou a atenção e motiva este post é a resposta que Paulo dá à pergunta de Jaguar, “Você deixou de escrever poesia?”.

Não, a poesia tem me deixado. Eu tenho a maior alegria quando eu tenho vontade de escrever um poema. Não foi a inspiração que me deixou. Foi uma coisa que eu disse no princípio da entrevista, que a necessidade de ganhar profissionalmente a vida escrevendo me divorciou muito do interesse pela poesia. É claro que se eu fosse um grande poeta isso não significaria nada. Mas eu sou um pequeno. E essa compreensão da vida moderna me toca muito. Eu já levei três dia para fazer um pequeno poema, com a maior euforia. Então, não dispondo de três dias para fazer, não disponho dessa euforia para usá-la sempre. E é por isso que eu disse que a poesia me abandonou.

É isso aí…

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