poema 060

Liquidifica a vida,
a cabeça,
liquidificador.

O coração e o sexo,
liquidifica amor?

Liquidifica o umbigo,
o estupor ambíguo,
o fazer das mãos,
o caminhar dos pés.

As matérias de cada dia,
os devaneios de toda noite,
liquidificador,
rotagiram sem parar.

Lembranças, barulhentos
pensamentos, ânsias
no pulsar do torvelino,
ruidoso balé sobre lâminas.

Liquidifica a vida,
a cabeça,
liquidificador.

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