Archive for fevereiro \25\UTC 2013

poema 079

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

tudo estava azul em sua plenitude

e azul percebi
qu’eu não seria tudo
e tudo não éramos eu

apenas o céu
e nem ele é tão azul

poema 078

quinta-feira, fevereiro 7, 2013

estilhaço

que a palavra fosse uma bala perdida sem sina certa, uma carta aberta ao sinal fechado, o caminho errado, sem curva, sem cura, sem dó, só, sustenida, sem saída, sem solução, um sentido sem direção, em si uma oração, uma reza, uma prece, uma canção, uma antiga forma de comunhão, atravessando o muro, a parede, a janela e a cidade, os prédios, o concreto, as placas, o asfalto e a cegueira, o silêncio, nosso egoísmo, o resquício do nada, a saudade, o retrato, a pele, o peito, a artéria, o ponto final.

poema 077

segunda-feira, fevereiro 4, 2013

Sisifando

e toda vez que a pedra rolava montanha abaixo
– suspiro –
ele pensava em escrever um poema.