poema 089

Poema dos necessários

É preciso ler, Drummond.
É preciso verde-querer Cartola,
é preciso libertinar Bandeira,
é preciso pichar Mallarmé por toda a cidade.

É preciso humildar Criolo,
é preciso sertanesser Rosa,
é preciso … Clarisse,
é preciso haicair Lemisnki,
é preciso revelar Sophia.

É preciso navegar Pessoa,
é preciso versar Neruda,
é preciso refletir Borges,
é preciso colher de Baudelaire
as benditas flores do asfalto.

É preciso viver com os homens,
é preciso não assassiná-los,
é preciso desembalar o belo
e contemplar a alvorada.

2 Respostas to “poema 089”

  1. Jorge Says:

    mudança:
    “é preciso travessiar Rosa” –> “é preciso sertanesser Rosa”

  2. Jorge Says:

    mudança:
    “é preciso desovar Clarisse” –> “é preciso … Clarice”

    Faz uns dias que eu to pensando em consertar o verso da Clarisse porque “desovar” (tirei de “O ovo e a galinha”) nunca me pareceu bom o suficiente (não soa bem e leva a um significado restrito e sem vínculo). Hoje, pensei em deixar “…” até que encontrasse algo mais de acordo; mas, agora, começo a crer que “…” é o mais de acordo que se pode ter neste verso.

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