poema 097

escrevendo como se não houvesse mais o que escrever, porque eu não consigo escrever mais nada.
escrevendo como se não houvesse ninguém vendo os olhos abertos da cegueira perscrutando por perto.
escrevendo como se não houvesse amanhã, apenas o retorno a um presente atrasado e fatigado de não ser.
escrevendo como se não houvesse nada a esconder em textos quebrados, nem linhas inacabadas.
escrevendo como se não houvesse só a fina sutileza de um traço que fosse muito mais a tela em branco do que poema.

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