A galeria dos sonhos esquecidos

Comecei a escrever uma crônica aqui há alguns meses sobre uma galeria de antiquários que encontrei no centro da cidade. Apaguei esse texto para ficar apenas com o título. Gosto desse título e gostaria de dar a ele um texto mais digno. Mas não posso. Não consigo.
Vou publicar este texto no lugar da ex-crônica porque preciso publicar alguma coisa. Preciso publicar pelo menos este título. Porque pode ser que um dia eu me lembre de como se faz isso direito — escrever. Uma vez eu confabulei (não sei se essa é a palavra) o ar em palavras e, dos sentidos delas, fiz outros sentidos — diversos, adversos, inversos; mas eram meus sentidos.
Hoje, não estou mais fazendo sentido. Estou querendo – já desesperadamente — fazer qualquer sentido. Mas é como se tudo estivesse repleto de uma absoluta concretude. Todo sentido é uma imensa pedra que não se pode remover ou lapidar.
As palavras estão duras como se fossem cadáveres de ideias engessadas.
Faz-me falta um pouco de vazio.

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