poema 110

à janela da CPTM

asfalto, aço
tanto concreto
tântrico afeto
afoito

cidade imunda
inunda gente

capital do mundo
Sociedade Anônima
Companhia Limitada
solução sem rima
solidão sem fim

métrica tétrica
babilônica babélica
bela & bélica

cacos de vidro
escombros do céu

minha retina
minha carícia

— me desculpe a Poesia,
mas vejo um poema em cada esquina.

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