poema 112

noovodades

Ao ovo dedico a nação chinesa.” 
(Clarice Lispector)

de novo
há um ovo
dentro do ovo

dentro do ovo
há um ovo
de novo

de ovo
há um novo
dentro do ovo

dentro do novo
há um ovo
de ovo

há um ovo
de ovo
dentro do novo

há dentro do ovo
de ovo
um novo

ovo de ovo
há dentro
do novo um

ovo de novo
há dentro do
Ovo

Uma resposta to “poema 112”

  1. Jorge Says:

    Durante a escrita do poema, não houve intenção de relacioná-lo ao conto de Clarice. Pelo menos não no primeiro momento. Ao publicá-lo aqui, lembrei-me da frase que coloquei na epígrafe e acabei mudando algumas coisas com as 3 últimas estrofes.

    Antes de pensar em Clarice, a primeira epígrafe que eu pensei em usar foi “Não há nada de novo sob o sol”, de Salomão.

    Gosto muito desta encenação do conto de Clarice: http://www.youtube.com/watch?v=OxSWAsVLSbI

    No fim das contas, acho que, depois de lido, esse conto se torna algo inexorável – principalmente se você vai escrever algo envolvendo ovos. Isso vale também para receita de omeletes.

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