poema 115

outro agora escreverá estas palavras.

não usará as mãos e os olhos tanto
quanto a voz e os ouvidos.

e mesmo que não as diga nem as escute,
grafará em si tais palavras
no exato espaço que elas ocupam.

outro eu alheio a mim
no espaço e no tempo
destas linhas
cantará em uníssono com outra voz,
que a minha silenciosamente ecoa,
estas palavras em melodia.

outro eu que não eu
enfim imprime estas palavras
no tempo e na vida.

(— obrigado)

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