Archive for outubro \27\UTC 2014

poema 135

segunda-feira, outubro 27, 2014

4/4
o fruto fagulha
a chama reacende
retorno que fica
em tantas passagens

poema 134

segunda-feira, outubro 27, 2014

3/4
o tempo reágua o arado
de versos em campos de sal
sêmen sentido
germinal

poema 133

segunda-feira, outubro 27, 2014

2/4
nada no ar
rio sem margem
sem leito em mim
deságua

poema 132

segunda-feira, outubro 27, 2014

1/4
palavras são vento
ao vento
meu tempo é
busca poesia

poema 131

sexta-feira, outubro 17, 2014

“Nossa maior companheira
não atravessou o horizonte denso.
Acabou deixando nossas sombras
flácidas, sem alma.

Pareceu uma cajuína em pó
jogada do alto do Altino Arantes.
Uma trama, um mormaço constante na vista.

A testa suada e os olhos doídos pela poeira,
a mesma que rasga nossa pele há tempos,
viram estranheza.
Me fez pensamento e estranheza pelo horizonte.

Gosto de andar e sentir isso.
Mas deixou o aconchego do dia se indo
num desconforto amarelo.

Tempo denso, um bafo amazônico
que virou pó e pairou massudo.
Só,
abandonado e sem chuva,
sem nada pra lavar e trazer o brilho
no asfalto molhado pelo sol que vai descansar.

A noite caiu diferente esses tempos”, disse Renato Stockler


 

Depoimento extraído de “O CALOR DE SP CRIOU UMA LUZ SINISTRONA“, publicado pela Vice.

poema 130

segunda-feira, outubro 6, 2014

amor
grava tua voz
na minha pele

Poema 129

quarta-feira, outubro 1, 2014

o poeta está quebrado.
ali no canto melhor fica
o poeta calado
que a poesia se faz só
em silêncio sossegado.