Archive for julho \24\UTC 2012

poema 064

terça-feira, julho 24, 2012

Registro civil

no projétil estava escrito tua pele
no chão, assinado teu sangue.

o calibre 3X4 do teu rosto
encabeçava o documento decomposto no asfalto.

a pólvora carimbou a expedição
o gatilho datou teu óbito.

poema 063

terça-feira, julho 24, 2012

a hora certa para escrever
um poema é a encruzilhada

poema 062

terça-feira, julho 10, 2012

amoroma

os extremos
se atraem,
se extraem, se estranham, se entranham
se contraem,
se espremem, se extremam, se estremem
se distraem
os estranhos

poema 061

sexta-feira, julho 6, 2012

a bola entra no

gOl

saindo pela garganta