Archive for maio \29\UTC 2014

poema 119

quinta-feira, maio 29, 2014

desaprendo_________penso____________________________________________escrevo
despedaço_________________________________________________guardo
desapego___________tenso
despeço____________________velo_____valo
desvio_____________teço_______________________________________________cravo
desato_____________________belo_____________egresso__________ardo
______ato___________________________________________________ardo
_________ato________________________________________________ardo
____________ato_______________________________________________________gravo
__________reato_____________________________________________águo
________reparo
______reparto
____rescrevo_rescrevo_rescrevo_rescrevo_rescrevo_rescrevo_rescrevo_rescrevo
____rescrevo_rescrevo_rescrevo_rescrevo_rescrevo_rescrevo_rescrevo_rescrevo
_____resguardo_resguardo_resguardo_resguardo_resguardo_resguardo_resescrevo
_____resguardo_resguardo_resguardo_resguardo_resguardo_resguardo_resescrevo
_______regresso_regresso_regresso_regresso_regresso_regresguardo_regescrevo
_______regresso_regresso_regresso_regresso_regresso_regresguardo_regescrevo
_________resvalo_resvalo_resvalo_resvalo_resegresso_resegrguardo____escrevo
_________resvalo_resvalo_resvalo_resvalo_resegresso_resegrguardo____escrevo
___________revelo_revelo_revelo_revevalo_revegresso_______guardo____escrevo
___________revelo_revelo_revelo_revevalo_revegresso_______guardo____escrevo
_________repenso_repenso_revelo_____valo____egresso_______guardo____escrevo
_________repenso_repenso_revelo_____valo____egresso_______guardo____escrevo
________reseto_resepenso___velo_____valo____egresso_______guardo____escrevo
________reseto_____penso___velo_____valo____egresso_______guardo____escrevo
_______reseto_____reseto__reseto___reseto__reseto_______reseto____escrevo
_______reseto_____reseto__reseto___reseto__reseto________reseto____escrevo
______reseto_____reseto__reseto___reseto__reseto________reseto____escrevo
______reseto_____reseto__reseto___reseto__reseto________reseto____escrevo
_______reseto_____reseto__reseto___reseto_escrevo_______escrevo____escrevo
________reseto_____reseto__reseto__escrevo_escrevo_______escrevo____escrevo
________reseto_____reseto_escrevo__escrevo_escrevo_______escrevo____escrevo
________reseto____escrevo_escrevo__escrevo_escrevo_______escrevo____escrevo
________reseto____escrevo_escrevo__escrevo_escrevo_______escrevo____escrevo

Poema 118

quinta-feira, maio 15, 2014

Não descuide disto:
Por amor ou por medo, estamos sempre
a dois passos da atrocidade.

Sob a sola do abismo nossos pés,
porto passageiro para nuvens cansadas.
Imortal efemeridade do dia a dia.

Disposto dispo-me.
Em cada linha, a vida
– uma via zen sentido

poema 117

terça-feira, maio 6, 2014

À noite, blecaute.
Olhava para céu aceso.
Um imensamente vasto cartão postal.
Distante passado ou futuro de qualquer coisa que fosse
não apenas o diploma, o trabalho e a carreira,
mas menos do que isso:

Menos que o apartamento, o carro e a piscina do clube;
menos que água-luz-telefone, a fatura do cartão, a banda larga da internet;
bem menos que as roupas, o boteco com as amigos, os artifícios de sonhar;
muito menos que o corpo, o sangue nas veias, o ar nos pulmões;
ainda menos que células, moléculas e átomos.

E se fosse tão somente um punhado
incalculavelmente mínimo de subpartículas atômicas,
um devaneio teórico nem bem vislumbrado pela Ciência,
o substrato de uma delirante metafísica quântica?
Poderia, assim, ser irmão de estrelas?